gajo do mmapa

No Princípio - Exposição de Henrique V. Ribeiro

 … no princípio é uma proposição de génese e na sua íntima relação com Génesis, o primeiro livro das escrituras, convoca o princípio da criação e da origem. Pressupõe-se a ideia de fundamento, de uma causa primitiva que desperta um fenómeno. Porém, ao ser precedido de reticências, a conjugação ganha a dimensão de um paradoxo, pela introdução voluntária de um tempo antecedente indefinido. Aquele que era supostamente o momento inicial recebe uma intrigante herança que remete para a ideia de renovação. E é precisamente o conceito de recomeço que está subjacente a esta exposição. O de “um princípio” que interrompe o continuum e suspende o efeito histórico para assumir o porvir.

A exposição reúne quatro núcleos independentes, compostos por trabalhos em fotografia, quimigrama, vídeo e instalação, que fazem parte de uma matriz comum exploratória do princípio da criação. Exploram-se processos metodológicos de aparente inacção onde se procede, por reacções químicas e físicas à transformação que conduz à renovação. Um processo subtil e poético que está presente nas diferentes peças. Para além da comunhão conceptual este conjunto de obras tem em comum o elemento regente água e complementa-se numa dialéctica estética e formal que explora simbolismos vários e novas morfologias.

Henrique Vieira Ribeiro (Lisboa, 1970), mestre em Arte Multimédia, vertente de Audiovisuais, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e licenciado em Arte Multimédia, vertente de Fotografia, pela mesma instituição. Docente convidado na Escola Superior de Arte e Design - Caldas da Rainha (2015/2016 e 2016/2017) nas cadeiras de fotografia, projeto audiovisual e multimédia e desenho digital. Participa em 2017 na residência artística ResArt Marvão. Na prática autoral, as suas inquietações têm como origem aspetos relacionados com a condição humana, nomeadamente a reflexão acerca da necessidade/desejo de transcendência do ser humano; neste aspeto, o objeto enquanto portador de vida, enquanto testemunho mnemónico desempenha um papel preponderante. Utiliza a fotografia e o vídeo como media nucleares, que em conjunto com o desenho formam os seus suportes de eleição, tendo contudo o resultado final das suas obras vindo a adquirir um cariz de instalação.

Está representado em várias coleções particulares em Portugal, França e Inglaterra, assim como em instituições como o Museu do Combatente, Galeria Artur Bual e Associação 25 de Abril. Está ainda representado na Fundação Calouste Gulbenkian e na Coleção Figueiredo Ribeiro - Quartel da Arte Contemporânea de Abrantes.


NOW
2018-06-13 10:00 - 2018-10-31 18:00
Local
R. de Santa Ana 100
Abrantes, Portugal
 

Todas as datas

  • De 2018-06-13 10:00 a 2018-10-31 18:00
 

Powered by iCagenda

Neste sítio são utilizados cookies de forma a melhorar o desenpenho e a experiência do utilizador. Ao navegar no nosso sítio estará a concordar com a sua utilização. Para saber mais sobre cookies, consulte a nossa politica de privacidade.